Tireoíde e ciclo menstrual: o que uma tem a ver com a outra?
- Dra. Stephannie Borges

- 25 de dez. de 2025
- 1 min de leitura

A tireoide é uma glândula pequena, localizada na base do pescoço, mas com grande impacto sobre todo o organismo, especialmente no equilíbrio hormonal e no ciclo menstrual.
Ela produz dois hormônios principais: T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que regulam o metabolismo, o gasto energético, o funcionamento cardiovascular e até o eixo hipotálamo-hipófise-ovariano, responsável pela regulação da menstruação.
Quando a tireoide está hipofuncionante (hipotireoidismo), há uma redução na produção desses hormônios, o que pode causar:
- ciclos mais longos ou ausentes (oligomenorreia ou amenorreia);
- sangramentos mais intensos e prolongados;
- fadiga, ganho de peso e pele ressecada
Já no hipertireoidismo, quando há excesso de hormônios tireoidianos, o ciclo menstrual tende a encurtar ou enfraquecer, podendo ocorrer menstruações leves e espaçadas, além de sintomas como insônia, taquicardia e perda de peso involuntária.
Estas alterações ocorrem porque os hormônios tireoidianos modulam a liberação de FSH e LH, substâncias produzidas pela hipófise que controlam a ovulação e a produção de estrogênio e progesterona.
Por isso, quando há irregularidades menstruais persistentes, é essencial investigar a função da tireoide por meio de exames como TSH e T4 livres.
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado restauram o equilíbrio hormonal e previnem complicações metabólicas e reprodutivas.
A saúde menstrual é um reflexo direto do equilíbrio hormonal do corpo, e a tireoide é uma peça-chave nesse sistema.
Cuidar dela é cuidar de todo o seu ciclo.
Por Stéphannie Borges
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