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Como se diagnostica a SOP?


A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição hormonal complexa e o diagnóstico não deve ser feito apenas com base em um exame de ultrassom.

 

Na prática clínica, utilizamos os critérios de Rotterdam, que consideram três aspectos principais: irregularidade menstrual ou ausência de ovulação, sinais de excesso de hormônios androgênicos e ovários com aspecto policístico no ultrassom. Para o diagnóstico, é necessário apresentar pelo menos dois desses critérios.

 

É importante lembrar que muitas mulheres podem ter ovários com múltiplos folículos no ultrassom e não terem SOP. Da mesma forma, alguns pacientes com a síndrome podem ter ultrassom normal.

 

Além disso, a SOP não envolve apenas o ciclo menstrual. Ela também pode estar associada a alterações metabólicas, como resistência à insulina, maior risco de diabetes e mudanças no perfil hormonal.

 

Como se diagnostica a SOP?

 

A Síndrome dos Ovários Policísticos não é definida por um único exame. O diagnóstico é clínico e precisa considerar o conjunto de sinais e exames.


Critério principal


Para diagnosticar SOP, usamos os critérios de Rotterdam. A paciente precisa apresentar 2 de 3 critérios:


  • Ciclos menstruais irregulares ou ausência de ovulação

  • Sinais de excesso de hormônios androgênicos

  • Ovários com aspecto policístico no ultrassom


Sinais de excesso de androgênios


Esse excesso hormonal pode aparecer como:


  • Acne persistente

  • Aumento de pelos no rosto ou corpo

  • Queda de cabelo padrão feminino

  • Alterações em exames hormonais


O ultrassom não fecha diagnóstico sozinho


Ter ovários com múltiplos folículos no ultrassom não significa automaticamente SOP. É preciso avaliar sintomas, histórico clínico e exames hormonais.


Importante saber


A SOP é uma condição hormonal e metabólica. Por isso, a investigação envolve também fatores como:


  • resistência à insulina

  • histórico menstrual

  • sintomas hormonais


Diagnóstico correto evita tratamentos inadequados.


Por isto, o diagnóstico deve sempre ser feito com avaliação clínica completa, histórico da paciente e exames laboratoriais adequados.

 

A informação correta evita diagnósticos equivocados e tratamentos desnecessários.


Por Stephannie Borges, ginecologista


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