Como se diagnostica a SOP?
- Dra. Stephannie Borges

- 11 de mai.
- 2 min de leitura

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) é uma condição hormonal complexa e o diagnóstico não deve ser feito apenas com base em um exame de ultrassom.
Na prática clínica, utilizamos os critérios de Rotterdam, que consideram três aspectos principais: irregularidade menstrual ou ausência de ovulação, sinais de excesso de hormônios androgênicos e ovários com aspecto policístico no ultrassom. Para o diagnóstico, é necessário apresentar pelo menos dois desses critérios.
É importante lembrar que muitas mulheres podem ter ovários com múltiplos folículos no ultrassom e não terem SOP. Da mesma forma, alguns pacientes com a síndrome podem ter ultrassom normal.
Além disso, a SOP não envolve apenas o ciclo menstrual. Ela também pode estar associada a alterações metabólicas, como resistência à insulina, maior risco de diabetes e mudanças no perfil hormonal.
Como se diagnostica a SOP?
A Síndrome dos Ovários Policísticos não é definida por um único exame. O diagnóstico é clínico e precisa considerar o conjunto de sinais e exames.
Critério principal
Para diagnosticar SOP, usamos os critérios de Rotterdam. A paciente precisa apresentar 2 de 3 critérios:
Ciclos menstruais irregulares ou ausência de ovulação
Sinais de excesso de hormônios androgênicos
Ovários com aspecto policístico no ultrassom
Sinais de excesso de androgênios
Esse excesso hormonal pode aparecer como:
Acne persistente
Aumento de pelos no rosto ou corpo
Queda de cabelo padrão feminino
Alterações em exames hormonais
O ultrassom não fecha diagnóstico sozinho
Ter ovários com múltiplos folículos no ultrassom não significa automaticamente SOP. É preciso avaliar sintomas, histórico clínico e exames hormonais.
Importante saber
A SOP é uma condição hormonal e metabólica. Por isso, a investigação envolve também fatores como:
resistência à insulina
histórico menstrual
sintomas hormonais
Diagnóstico correto evita tratamentos inadequados.
Por isto, o diagnóstico deve sempre ser feito com avaliação clínica completa, histórico da paciente e exames laboratoriais adequados.
A informação correta evita diagnósticos equivocados e tratamentos desnecessários.
Por Stephannie Borges, ginecologista
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